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2017 - O ano da Fibra óptica no mercado de provedores de Internet

Em todas as regiões do país, provedores locais tem substituídos suas redes sem fio ou cabeada por essas tecnologia.


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Segundo Anatel, pequenos provedores crescem 30% ao ano. Os ISP começaram na década de 1990 quando a internet discada exigia a autenticação das redes com essa exigência extinta, os provedores que faziam esse serviço começaram a montar suas próprias redes, atualmente os pequenos provedores ocupam 15% do mercado de acesso a internet e absorvem grande parte da produção dos fabricantes de equipamentos. No interior do Brasil o crescimento e surgimentos dos pequenos provedores se dá devido a ausência e ineficiência das grandes operadoras, há muitas cidades brasileiras que não são atrativas para grande investimento, com isso os pequenos provedores tem ganhado mercado. 

No ano de 2017 termina com uma sensação de positividade, o Brasil tem se movido e notamos as tendências nos mais diversos setores e segmentos da economia. No setor das telecomunicações, observamos ao longo do últimos meses algo que gera grandes expectativas em relação ao futuro, o mercado de fibra óptica tem sido cada vez mais constante, ampliando o acesso a Banda Larga, sobretudo nas casas atendidas por por pequenos provedores, podemos notar em todas as regiões a migração do sem fio ou cabo para fibra óptica, gerando mais confiabilidade e estabilidade nas conexões as preparando para IoT (Internet of Things). Alguns dados da Anatel mostram que, em dois anos, entre 2015 á 2017, o total de acessos mensais por meio de fibra salto mais de 630%, 128 mil para 936mil entre os provedores. Esse volume representa  34,5% do uso total da internet por fibra no Brasil, um avanço também impressionante (Em 2015 essa porcentagem era apenas 13%).

Ou seja, cada vez mais, a fibra tem chegado ao interior do país e periferias das grandes cidades. A maior participação dos provedores nessa estatística é um indicativo claro de que as melhores tecnologias estão chegando a locais de acesso mais difícil e onde a internet historicamente carece de qualidade, essa noticia tem sido celebrada, acreditamos que a missão dos pequenos provedores é alcançar os locais mais esquecidos do Brasil, temos enxergado uma melhora e evolução dos pequenos provedores.



Dentro do território, existem dois países distintos: em 248 localidades (equivalente a 5% do total de localidades, mas com 50% da população), três grandes operadoras fornecem  serviços de internet (cerca de 75% dessas conexões com velocidade acima de 2Mbps). Já outro extremo, em 95% das cidades, onde vive outra metade de brasileiros, apenas 38% das redes de internet funcionam acima de 2Mbps, segundo dados da consultoria Teleco. Essa parcela negligenciada  e não atendida pelas maiores operadoras depende dos provedores - e são essas pessoas que estão sendo beneficiadas dos maiores investimentos em fibra óptica.

Hoje, os provedores proporcionam conexões a cerca de 15% dos brasileiros. Somados, esses acessos foram 3,9 Milhões no último mês  de outubro. São números que não param de crescer, sendo que a participação das menores são significativas, ainda que as grandes operadoras não estejam perdendo usuários, a justificativa para este dado é que  42% dos brasileiros não possui conexão com a Internet sendo excluídos digitalmente ou utilizam a internet de forma extremamente precária, segundo relatório da ONU.

Outro dado importante sobre a conectividade das pessoas no Brasil é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do último mês de novembro, quase 40% dos lares no Brasil não estão conectados à internet. É urgente que essas pessoas seja incluídas , ampliando o acesso ao conhecimento  e impulsionando o crescimento da economia. Em 2018, certamente seguiremos evoluindo neste sentido, mas sempre é possível melhorar ainda mais, caso o governo e as agencias reguladoras cumpram seu papel de permitir que esses pequenos provedores atuem em um ambiente de concorrência  justa, sem favorecimento as grandes operadoras. Quem tem a ganhar é o Brasil.

(*) Basílio Perez é presidente da Abrint (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações) via Computerworld.


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