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Área de redes cresce, em média, 30% na Intelbras

Segundo empresa, as soluções ópticas assumem o protagonismo na unidade de negócios a partir de 2018, inclusive com a fabricação nacional das unidades de rede óptica (ONU) e dos terminais de linha óptica (OLT).


Empresa com forte perfil tecnológico – engenharia e desenvolvimento internalizados – a Intelbras entrou no mercado de redes passivas ópticas (PON) há dois anos. Para sua entrada, a companhia associou-se à americana Zhone e passou a fornecer parte da arquitetura, incluindo os terminais de linha óptica (OLT) que ficam instalados na central dos provedores regionais (entre outros usuários) e as unidades de rede óptica (ONU), na ponta dos assinantes. Como tem o DNA de desenvolver e sempre teve a meta de produzir localmente, a empresa catarinense avançou alguns passos no jogo: passa a fabricar suas ONUs a partir de setembro desse ano e, em outubro, lança sua própria OLT. Com a produção nacional, a Intelbras tira a diferença de cerca de 20% que a separa da linha cinza, ou seja, dos produtos que entram no Brasil via Paraguai, sem suporte local e sem garantias.

Além da fabricação local das ONUs e OLTs, a empresa também já lança uma família de passivos ópticos que complementam o portfólio. Para Amilcar Scheffer, diretor da unidade de negócios de rede, as iniciativas vão fortalecer a participação das soluções ópticas dentro dessa divisão, cujo crescimento médio anual tem chegado a 30%. Mesmo ainda não sendo a principal fonte de faturamento da Intelbras – que tem outras linhas de negócios – a área de redes já participa com 15% do bolo. Se a tendência de oferta de sistemas de segurança e voz continuar a trajetória de migração para o protocolo IP, a unidade capitaneada por Scheffer avança ainda mais. “A partir do ano que vem, a maior parte dos negócios em redes virá das soluções ópticas”, sentencia o executivo.

Isso não significa que a companhia tire os pés das tecnologias wireless. Pelo contrário. Em redes, o que se percebe é que a Intelbras tem uma pegada em várias etapas de infraestrutura. Um exemplo: metade dos 15% de participação do faturamento da área de redes vem da forte oferta dos chamados CPEs, sigla em inglês para os equipamentos que são ativados na casa do assinante. Com isso, independente da rede – sem fio, óptica, híbrida óptica e com cabos UTPs, etc – a empresa continua presente, mesmo que o player da rede externa seja outro fabricante. Ainda na área de rádio, a companhia catarinense tem parceiros fortes como Qualcomm, cujo desenvolvimento de chipsets é indiscutível.

O lançamento do novo rádio externo WOM 5A 23 reflete isso. Focado nos provedores regionais, o equipamento é produzido no Brasil, mas tem a tecnologia de chipset – o cérebro do dispositivo – da parceira Qualcomm. Pra resumir: a produção local, assim como no caso das OLTs e ONUs, permite o uso de linhas de créditos como o Finame, do BNDES, ao mesmo tempo em que a empresa mantém o perfil tecnológico. Em tecniquês simplificado: o WOM permite maiores taxas de transmissão de dados, entre outras coisas porque tem duas antenas e um chipset dos mais modernos. Em dados práticos, teria um alcance de 20 km, o que representa um pulo estratégico para provedores que precisam expandir a rede para regiões onde o cabeamento físico em si é complicado. Sem falar em números, Schaffer destaca que a área de rede da Intelbras está com um desempenho acima das expectativas.

Fonte: http://infraroi.com.br/area-de-redes-cresce-em-media-30-na-intelbras/ por Nelson Valéncio



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