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Bahia defende investimento do BNB para provedores regionais.

Secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação quer que Sudene reconheça fibra óptica como garantia para empréstimos.


O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, José Vivaldo Mendonça, defendeu, nesta segunda-feira (2), o reconhecimento da fibra óptica pela Sudene, como garantia para investimentos. Dessa forma, o Banco do Nordeste (BNB), poderá ofertar empréstimos a provedores regionais, além do crédito de até R$ 50 mil já oferecidos a pequenas empresas.

Vivaldo, que participou do encontro de provedores baianos, afirmou que os problemas de conectividade do país não se resolvem sem a participação desses provedores regionais, que estão levando a fibra óptica para as cidades mais longínquas. Ele disse que é com essa parceria que o governo garantirá 100% dos 417 municípios baianos fibrados em 24 meses.

– A política do Internet para Todos é importante, mas achar que o satélite brasileiro vai resolver o problema de conectividade do país não é real, é uma peça de propaganda e a gente tem que combater as fake news, inclusive as produzidas pelo governo”, disse Vivaldo. Segundo ele, com isso, não quis dizer que o satélite não é importante e que não vai ajudar, mas é preciso reconhecer que se o ministro Kassab quer deixar uma marca com Internet para Todos precisa ser com fibra óptica e com provedor regional.

Já o presidente do Sindicato das Empresas de Internet do Estado da Bahia (Seinesba), André Costa, disse que, além de falta de  financiamento, os provedores regionais enfrentam a alta carga tributária (28% só de ICMS) e dificuldades para utilização dos postes da companhia de distribuição de energia do estado, a Coelba (Neoenergia). Segundo ele, a empresa tem cortado os cabos dos pequenos provedores sem discussão, além de cobrar mais do que é estipulado pela regulação, e até mais do que cobra das grandes empresas.

No seu pronunciamento, Vivaldo disse que o governo já tentou dialogar com a Coelba sem sucesso, mas ainda espera que o bom senso prevaleça para se chegar a um entendimento. Caso contrário, o governo não se furtará de sua responsabilidade de regulamentar.

No evento, a Desenbahia (agência de fomento do estado) apresentou as condições de financiamento de até R$ 100 mil para capital de giro de pequenos provedores com mais de dois anos de funcionamento. Para isso, basta o aval dos sócios. Os juros serão de 1,2% ao mês.

Fonte: telesintese.com.br


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